Fanny 100

Como a D. Fanny entrou nas nossas vidas.

Teresa Moutinho


Como a D. Fanny, a mais de 8000 km e com um oceano pelo meio, entrou nas nossas vidas

Está a fazer, mais ou menos por esta altura 12 anos, que eu andava à procura, e ‘descobri’, esta família de ‘Além-Mar’, que tem por ‘matriarca’ a senhora D. Fanny.

De sangue, não nos é nada… Mas, desde a ‘primeira hora’ em que tomou conhecimento da nossa existência, sempre teve a amabilidade de nos aceitar e respeitar e, diria até, com algum deslumbramento, relativamente a certas coisas que lhe fomos contando sobre nós, em especial sobre o meu Pai. O meu Pai tinha uma grande adoração por ela, ficava deliciado sempre que falava com ela e era o elo de ligação das nossas famílias, mas infelizmente deixou-nos em Maio passado.

Não é qualquer pessoa que tem a grandeza de espírito de tomar conhecimento e aceitar, que o seu marido (já falecido), afinal tinha um outro filho e, rematar essa descoberta, com esta célebre frase: “Ainda bem que existe um bocadinho do meu Acílio por esse mundo…”.

Simplesmente ESPECTACULAR!

E isso de, aos 88 anos, ‘ganhar’ um enteado de 79 anos É OBRA!

Contribuiu também certamente para isso, o facto de este ‘novo filho’ ser exactamente igual ao Pai, na minha opinião (que pode ser considerada suspeita) o mais parecido com o Pai, de entre todos os filhos.

Não temos o prazer de a conhecer pessoalmente - o que é uma pena - mas de todas as vezes que comunicamos (graças às tecnologias dos dias de hoje) é sempre um enorme prazer falar com ela.

De tudo o que nos foi dado a conhecer sobre ela, é uma pessoa “incrível”, com uma história e um percurso de vida incríveis, que, apesar das dificuldades e contrariedades por que terá passado, conseguiu chegar a esta bonita idade e deixar ao mundo mais três gerações, de variadas culturas.

E pode considerar-se um excelente exemplo de envelhecimento activo, quer dando aulas, conduzindo carro, praticando natação, jardinando, etc., quer lidando regularmente com as novas tecnologias (providenciadas certamente pelos netos e filhos), o que muito a auxiliam nos problemas próprios da idade, como a perda de visão e audição.

E quem sou eu?

Sou a Teresa, que tem cinco irmãos, o Paulo, o José, a Emília, o Pedro e o Justiniano, todos filhos de Acílio Moutinho, que ‘pelos vistos’’ era filho de Acílio da Costa Lopes (apesar de essa informação nunca ter constado do seu bilhete de identidade), que era o marido da senhora D. Fanny.

E eis a explicação, de como a D. Fanny entrou nas nossas vidas.

*

Como não temos fotos com a D. Fanny, seguem umas fotos para corroborar o nosso primeiro encontro “virtual” (precisamente no dia em que o meu Pai fez 80 anos), dos 6 filhos e dos 11 netos, bem como do 1º bisneto (escondendo a cara).                          

E também do encontro, dessa vez “ao vivo”, com dois dos “novos irmãos”.



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